Hoje andei numa de arrumar os papéis que há muito suplicavam por ser guardados. Montes e montes de folhas com anotações, com números de telefone, frases sem sentido e algumas sentidas, lista de compras, de coisas para fazer, desenhos dos “meus” pequenos do coração, rabiscos meus…enfim…um conjunto de momentos que fui deixando estar em cima da mesa, até hoje. Ri-me com as coisas que fui encontrando. Pelo que estava escrito mas, sobretudo, por me relembrar das circunstâncias em que aquilo foi dito ou feito. E cheguei à conclusão que, em certas alturas, devia estar mesmo à beira da demência. A loucura tem destas coisas e depois quando caio na realidade e volto ao meu estado de sanidade mental – entenda-se capaz de agir e pensar de forma autómoma e consciente – questiono-me como é que é possível ter dito ou feito tal coisa. De certeza que não era a Joana de hoje, mas sim alguém que se ocupou da minha mente e que por alguns momentos fez estragos. A tarde de hoje valeu por me ter rido de mim própria, por ver que o quão “inocente” era quando escrevi algumas das coisas. Mas, sobretudo, por, ao chegar a tais conclusões, observar que cresci, que estou mais madura, mas que às vezes também tenho um lado lunar. Agora mais comedido e accionado em doses certas e em alturas adequadas. Ontem, alguém que já não estava comigo há quase dois anos, olhou para mim e disse que eu estava mais crescida, que me tinha acompanhado pelo meu «cantinho dos desabafos» e sentia que eu estava diferente. Fiquei surpreendida, mas é verdade. Neste último ano, mais concretamente, a partir de Julho, a fala-barato da família mudou. Cresceu por dentro, tomou consciência da realidade, sabe, agora, com quem pode realmente contar e quem gosta dela verdadeiramente. A quem pode chamar amigo e a quem pode dizer apenas que conhece, que sabe quem é, mas que nunca travou amizade. Talvez esta tomada de consciência e de crescimento pessoal se reflictam na minha forma de escrever e de pensar. Quero acreditar que sim! E mais uma vez, aqueles papéis amontoados em cima da mesa estavam lá para me ajudar. Não para escrever devaneios mas para me mostrarem quem fui e quem agora sou! Tenho objectivos, tenho metas para alcançar, vivo rodeada de pessoas que me apoiam, que dizem que sou capaz, mas, principalmente, acredito em mim! Quero ser, quero estar, quero viver, quero aprender, quero conquistar. Quero, quero, quero. E vou conseguir!
Histórias do real e do imaginário
04/11/2009 às 18:39 (Autopsicobiografia)
Já li muitos livros, já fiz parte das histórias de encantar que ouvia na minha infância. Fui guerreira, fui princesa, quis ser heroína das infinitas páginas. Viajei por mundos reais e fictícios, conheci personagens, desenhei palavras e conquistas. Atravessei guerras, assisti a vitórias, torci por um final feliz. Derramei lágrimas e exibi sorrisos. Voei nos braços de cada frase, fui embalada por cada história, por cada discurso, por cada cruzar de sensações e emoções. Já comecei a ler e a desistir logo a seguir. Já li e reli um livro. Já devorei histórias sem ter noção do tempo, mas também já demorei semanas, meses. Já li por gostar, já li porque aconselharam, mas sobretudo, leio porque me faz bem. Companhia, refúgio, momentos em que a imaginação surge, em que me desprendo da realidade e atravesso o mundo do faz-de-conta. São histórias de alegria, de sofrimento, de verdade, de ilusão. São simplesmente histórias que me fazem pensar, sonhar, reflectir. Mas, nunca, um livro me fez o que este está a fazer. Comecei a “entrar” na história há dois dias. Ainda é muito cedo para adivinhar, para pensar nisto ou naquilo, para estender a manta de interrogações, para deslindar os planos. Contudo, nenhum livro, ainda que vá nas primeiras páginas, conseguiu retratar tão bem os últimos episódios da minha vida. É como se a minha história ultrapassasse o mundo real e agora estivesse ali, naquelas linhas, naquelas acções, naquele deambular de emoções e vontades. Foi estranho! Estar a ler e a minha mente parecer um filme em constante rodagem, em que cada cena representava o que foi dito e vivido; em que as personagens se comportavam tal e qual como eu e tu. Fiquei surpreendida! Talvez, se a altura fosse outra dava a mão à Amélia e com ela vivia a sua história. Mas, não! O momento não é esse! Agora, largo a sua mão e sou eu quem está no seu lugar. Sinto o pulsar de cada palavra, de cada gesto, de cada acção. Vivo a sua história que é a minha também!
Quando se diz o que se pensa. Quando se diz o que se sente. Quando “a” conversa é necessária.
28/10/2009 às 18:21 (Autopsicobiografia)
Sabem aqueles dias em que mais valia não sair de casa? Ou mesmo ficando em casa as coisas não correm bem? Pois! Ontem o meu foi praticamente assim. O computador não ligava, a internet não funcionava, o telemóvel bloqueava sem mais nem menos. Definitivamente, as tecnologias não queriam nada comigo. Eu, com uma reportagem para editar, a precisar de ir à net com urgência, com necessidade de que o “bichinho móvel” estivesse nas perfeitas condições…e nada! Para acrescentar ou agravar a minha situação de quase entrar em desespero estava com uma dor de costas insuportável, com uma preguiça que dava à volta ao mundo, sem cabeça para fazer seja o que fosse, sabendo que tinha trabalhinho para acabar e aquela vontade de deitar cá para fora o que já estava acumulado e que me enchia a cabeça de dúvidas e incertezas. Ganhei coragem, pois a necessidade de esclarecer as coisas e, sobretudo, de ficar bem comigo mesma assim o exigia. Disse, questionei, voltei a dizer, duvidei, entendi, expliquei, fui sincera. Queria mesmo dissipar as interrogações que pairavam na minha cabecinha. Por vezes fui chata, teimosa, mas teve de ser! E, no fim, senti-me bem. Precisava mesmo desta conversa, andava triste, com os nervos à flor da pele por viver na incerteza, por nada correr de feição, por, de um momento para o outro, as coisas se alterarem, mesmo sem culpados ou intenções. Sei, agora, que tudo continua como estava (antes desta minha paranóia ou seja lá o que for) que somos especiais, mas, e principalmente que somos AMIGOS! E agora sim, estou bem
P.S. Torço por ti, SEMPRE!!!
…
27/10/2009 às 15:06 (Desabafo)
Hoje estou com uma vontade de mandar tudo para o espaço…
Aiiiii que nervos!!!
Semana de emoções
16/10/2009 às 21:33 (Autopsicobiografia)
Estes diazinhos quase nem me deram a oportunidade de passar por aqui. A minha semana esteve caótica do ponto de vista de trabalhos académicos. Andei ansiosa, quase a entrar em desespero, por não ter um entrevistado, ou melhor, por ele não ter tempo para mim. Depois, e respirei de alívio, lá consegui falar com ele. E foi uma entrevista daquelas mesmo, mesmo grandes. Foi grande em tempo de conversa, grande em termos de conteúdo e, também, grande em sabedoria e conhecimento foi como saí de lá. Já conhecia o meu entrevistado no exercício da sua vida profissional, mas foi a primeira vez que tive oportunidade de privar com ele longe de toda aquela azáfama do dia-a-dia de um político. Gostei da experiência, trouxe comigo a certeza de a querer repetir. Mas o trabalho veio depois e aí é que a minha vidinha andou um tanto ou quanto desnorteada. Chegar a casa, ouvir as declarações, estruturar a entrevista, a data de entrega do trabalho quase, quase a chegar…sentia-me pressionada. Mas consegui! Foi desgastante, assumo. Contudo, já tinha algumas saudades deste corre-corre, que às vezes tanta falta me faz para quebrar a monotonia. Depois desta ansiedade toda e do trabalho entregue, eis que surge o meu momento de descompressão. Nunca me senti assim, como ontem. Foi estranho. Precisava de descansar. Cabecinha debaixo dos lençóis e toca a dormir até não poder mais. E que bem que soube! Sinto-me revigorada.
***Quanto à minha vida extra aulas…Feliz é como me sinto!
Nas mãos do destino
11/10/2009 às 18:29 (Autopsicobiografia)
Acreditar no destino? Sim. Acreditar que nada acontece por acaso? Sim.
Desde que me conheço que me lembro de defender estes pressupostos. Houve e há sempre alguém que se sente céptico em relação a esta minha aguerrida vontade de dizer que o destino comanda a vida, sabendo que nós, enquanto seres racionais também temos algo (muito) a dizer. Sei disso! Aceito e respeito! Mas posso adiantar que neste momento estou como estou graças a ele. Sim, ao destino. Nada, mas mesmo nada fazia prever que de um dia para o outro o sorriso, que me dizem ser tão genuíno, não ía largar o meu rosto, a minha maneira de estar, de pensar e de agir. Quiseram que fosse sozinha e eu não fui. Sorteio? Disse, nem pensar! Acharam que era o mais democrático possível e vamos lá então ao jogo da sorte e do azar. Pauzinhos escondidos, bora lá tirar um e pumba…quem vai, quem vai? Eu!!! Na altura pensei em desistir. Os outros riam-se. E eu só pensava o quão mauzinhos eles eram por deixar ir a menina sozinha. Mas fui! E ainda bem que fui! Aquele sorteio, poder-se-á dizer, do destino, mudou a minha vida. Falar em estranheza, falar em coincidência, falar em magia, tudo vale. Pois trata-se mesmo disso. Conversas, descoberta de traços comuns, de coisinhas só nossas, foram surgindo e são cada vez mais os momentos únicos, especiais, que me fazem sorrir e estar de bem com a vida. E para não falar das vezes em que pareço uma tolinha a sorrir para o telemóvel, dos comentários proferidos por quem me conhece tão bem e a quem não consigo fugir e adiar uma explicação, do estar feliz e do brilhozinho nos olhos. Sabe bem estar assim, sabe bem fazer sorrir quem merece, sabe bem ter consciência de que se consegue derreter o gelo de alguém que se assumia como sendo frio, mas que para mim nem de longe nem de perto é assim. É um ser maravilhoso, que me enche de orgulho e me deixa babada sempre que diz aquelas coisinhas lindas, perfeitinhas. Enche-me de miminho e consegue cometer a proeza de me deixar sem palavras muitas vezes. Gosto que seja assim. Faz-me bem. E eu agradeço muito!
P.S. Adoro a história dos bonequinhos com balões.
Turbulência
02/10/2009 às 22:58 (Desabafo)
Pensei que esse assunto já fazia parte dos arquivos. Que já estava fechado e lacrado para não mais ser chamado à lembrança. Mas, afinal, não! Foi estranho estar naquele ambiente, em que a diversão reinava, e esse pensamento surgir na minha cabeça. Dei por mim, à procura do que sabia já não existir. Dei por mim a pensar no fiz e no que podia ter feito. Foi inconsciente, quero acreditar, quero mesmo! Esse assunto foi um episódio na minha vida que eu guardei para mais tarde esquecer, mas pelos vistos ainda está presente algures na minha mente. E isso é que não pode mais acontecer, ai não pode, não! Quero esquecer aquele dia, aquela lembrança, aquele desejo de querer estar presente. Mas será que não consigo, quando pensava que já estava ultrapassado? Porquê? Será que foi assim tão importante que ainda deixa marcas? Vivo nesta confusão até que a minha cabecinha e os meus sentimentos se decidam e “limpem” aquele momento.
De volta à Bila
29/09/2009 às 17:32 (Desabafo)
Hoje o dia fica marcado pelo regresso à Bila. O regresso à rotina e à vida académica. Um ano importante está pela frente. A ver vamos como corre…
Um Verão marcante
22/09/2009 às 19:32 (Autopsicobiografia)
E o Verão acaba hoje. Daqui a poucas horas entraremos, oficialmente, na estação das castanhas, do cair da folha, das primeiras idas ao armário para ir à procura de um agasalho. Contudo, os três meses de sol, calor, trabalho e praia foram uma constante aventura. Confesso, que Verões como este há poucos. Vai deixar, sobretudo, saudades. Tudo o que foi feito, tudo o que foi dito, tudo o que foi visto e vivido aconteceu naturalmente, mas de uma forma muito intensa, daí a sua singularidade.
Depois de ter declarado que me encontrava de férias, sem horários, sem rotinas eis que surgiu o meu trabalhinho. Efectivamente, e não escondo, tirou-me alguma paciência, mas, em contrapartida, deu-me momentos únicos, amigos para a vida e um crescimento pessoal muito importante.
No meio deste trabalhinho houve tempo para tudo. Tempo para saídas à noite, para festas, para leituras, para noites mal dormidas. Tempo para estar com eles, para sorrir, para chorar, para pensar, para reflectir. Tempo para confissões e vontades, para conhecer, para desabafar, para partir à aventura, para acampar. Enfim, fiz aquilo que quis, sem medos, sem olhar para trás, apenas com um sorriso na cara e com obstinação e força de vontade.
O Verão de 2009 ficará, para sempre, na memória. Todos os momentos, todas as aventuras culminaram naquele convite inesperado de passar uns diazinhos de praia. Foram únicos e a companhia especial. Para já, um desejo: Repetir!
Agora, que o Verano chega ao fim, na minha vida tudo se inicia. Um novo ano, as expectativas brotam, os desejos surgem, a insegurança toma conta de mim, a incerteza no futuro assola a minha mente, mas o querer é mais forte e com garra vou enfrentar mais um desafio.
As saudades de todos os momentos passados e vividos são constantes. O Verão foi especial, mas como diz a Best “para o ano há mais” e eu acrescento, se for como este e com a tua companhia, ainda melhor!
FELIZZZZ
